sexta-feira, 21 de março de 2014

A mudança no trânsito.


Caros amigos, seguidores e leitores. Hoje vou falar sobre as mudanças que serão promovidas no trânsito da cidade, logicamente sob a minha ótica, e comentar algumas reações e palavras de pessoas acerca do assunto em redes sociais.

Inicialmente precisamos desmentir alguns que falam que a população não é ou não foi ouvida. Desde que se falou deste assunto a Prefeitura realizou duas audiências públicas, ainda em 2013, para discuti-lo. Na primeira foi apresentada a ideia da administração municipal para a mudança e alguns poucos presentes discordaram da proposta.

Mesmo tendo sido a minoria a discordar, o Prefeito Magela acordou que qualquer alteração poderia ser proposta, desde que acompanhada de pelo menos 200 assinaturas, afinal, se todo mundo individualmente resolvesse apresentar a sua ideia seria um tanto quanto difícil chegar a uma conclusão.

Na segunda audiência foram apresentadas duas propostas alternativas, porém, sem as assinaturas solicitadas para encaminhá-las. Diante disso, decidiu-se pela manutenção da proposta inicial.

Depois disso houve outras manifestações individualizadas sobre o assunto e, em todas as oportunidades, pelo menos nas que presenciei, o Prefeito manteve o que disse, ou seja, traga-me um manifesto com pelo menos 200 assinaturas e estudaremos o caso. Nada apareceu.

Outra questão que precisa ficar clara é que nada será definitivo. A ideia é que se promovam as mudanças de forma experimental por 30 ou 60 dias e, caso elas não sejam satisfatórias ou necessitem de adequações, as alterações serão feitas. O problema é que a maioria das pessoas que critica não estava nas audiências, convocadas através de carros de som, rádios e convites.

Sobre a contratação de profissional como engenheiro de trânsito, sou até favorável, porém, a relação custo benefício é ruim. Em 2010 trouxe a Bicas o Sr. Carlos Meurer, titular da pasta de mobilidade urbana de Juiz de Fora, e o Professor José Castañon (UFJF), especialista em tráfego. Eles rodaram a cidade e apresentaram um orçamento R$ 45.000,00 para propor as intervenções. Optou-se na época por não encomendar o projeto. Primeiro porque não tínhamos nenhuma garantia que ele agradaria e segundo, que em Juiz de Fora e qualquer outra cidade, cansamos de ver mudanças equivocadas no trânsito, ou seja, o gasto não garantiria o resultado. O mais interessante neste tópico, é que as pessoas que criticam a atitude da administração e defendem a contratação de profissionais de trânsito, têm suas opiniões definitivas sobre o assunto. Dizem com toda segurança, quase que como um Engenheiro de Tráfego, que as mudanças serão “um desastre”.

Tenho minhas opiniões pessoais sobre o tema, porém, não vou ficar pontuando minhas discordâncias para depois ficar dizendo “mas eu te disse”. Participei das duas audiências públicas e de todas as reuniões em que fui convidado a opinar e discutir o assunto. Afirmo com toda segurança que todos, sem exceção, tiveram a oportunidade de colocar seus pontos de vista. Quem não o fez foi porque não quis ou não se interessou.

Portanto, apoio incondicionalmente a iniciativa, parabenizando o Governo Municipal pela coragem e a ousadia. Toda mudança trás transtornos e incômodos, mas primeiro temos que enfrenta-la e, acima de tudo, apoia-la. Afinal, ninguém está tomando esta atitude no intuito de prejudicar alguém deliberadamente, mas, infelizmente, alguns sairão prejudicados. O mais importante é analisar o possível resultado para o bem coletivo e não se eu vou ter que andar um pouco mais a pé, ou até mesmo de carro, para chegar onde desejo.

 

Um comentário:

  1. Isso sim, é pensar no coletivo!!! Ou seja, porque somente os atuais comerciantes da Cel. Souza podem lucrar?! No entanto, duvido se há algum comerciante/morador da Nilson Batista Vieira, da Praça Quintino Bocaiúva, Praça São José e devidas adjacências, que não concorda com tal atitude, pois, logicamente a mesma valorizará seus empreendimentos/residências! Acho que é apenas o 1º passo deste tema. Acertou em cheio + uma vez a Adm. 13/16!!!

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